Quem partilhar “fake news” em Angola arrisca até 10 anos de cadeia

Angola debate uma proposta de Lei que prevê penas até 10 anos de cadeia para quem produzir ou disseminar informações falsas na Internet.

Fonte: Novo Jornal

O diploma esteve esta quinta-feira, 7 de Maio, em debate na especialidade na Assembleia Nacional, com penas mais severas reservadas para casos que afectem a segurança nacional ou a integridade eleitoral, e está a gerar uma das disputas mais acesas entre o MPLA e a UNITA no Parlamento.

O documento foi já aprovado na generalidade por 97 votos a favor, 74 contra e três abstenções. O ministro das Telecomunicações, Mário Augusto da Silva Oliveira, garante que a desinformação pode transformar-se numa “arma letal contra as famílias, a sociedade e os Estados” e que o diploma não visa controlar conteúdos, mas sim responsabilizar plataformas digitais de grande alcance, operadores com poder significativo de disseminação e sistemas automatizados.

O Executivo sublinha ainda que a Lei se foca em casos de “falsidade objectiva, manipulação grave e dolo”, distinguindo-os da opinião ou crítica política legítima.

A UNITA, por sua vez, alerta que a proposta pode transformar-se num instrumento de controlo da informação e que, na prática, não protege a verdade, antes controla o debate público e protege o silêncio. Para os partidos da oposição, o texto abre espaço a interpretações arbitrárias que ameaçam o pluralismo e o direito à crítica.

Em Janeiro, a Ordem dos Advogados de Angola havia já enviado ao Parlamento um parecer classificando esta proposta — a par da Lei da Cibersegurança — como uma “ameaça combinada e um retrocesso democrático”.

Os debates prosseguem na especialidade, com o desfecho ainda incerto.​​​​​​​​​​​​​​​​

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