Her­deiros de António Resende denunciam invasão de terras no Zango 3

Os filhos do malogrado António Resende denunciam a alegada invasão de um terreno de 12 hectares, localizado no bairro Cajueiro, Zango 3, município do Calumbo, província do Icolo e Bengo.

A denúncia foi tornada pública nesta quinta-feira, 16 de abril, durante uma conferência de imprensa realizada no local.

Segundo João Resende, filho do falecido, o terreno foi adquirido pelo pai em 1985 e permaneceu, desde então, sob posse da família. Contudo, a situação terá sofrido alterações em outubro de 2025, altura em que surgiram indícios de ocupação indevida.
“O terreno sempre pertenceu à nossa família. Em outubro do ano passado começámos a notar movimentações estranhas e sinais de invasão”, afirmou.

De acordo com o denunciante, um grupo de trabalhadores foi encontrado no local a executar obras, alegando ter autorização de um suposto general identificado por “Nunca”. João Resende garante ter contactado o referido indivíduo, esclarecendo que o espaço não lhe pertence e apresentando documentação que comprova a titularidade familiar.

O processo de legalização do terreno, explicou, teve início em 2015, junto da então Administração de Viana, tendo posteriormente transitado para a Administração do Calumbo, no âmbito da nova divisão político-administrativa. “Já temos o direito de superfície. Estamos apenas a aguardar as últimas etapas do processo”, assegurou.

A família levanta ainda suspeitas sobre o envolvimento de uma parente, identificada como Maria Kandoci, alegadamente responsável por facilitar a ocupação e a venda ilegal de parcelas do terreno.

Segundo João Resende, os lotes estariam a ser comercializados por cerca de 200 mil kwanzas cada.
“Estão a dividir o terreno e a vender os lotes. Já há construções no local, com apoio de pessoas ligadas às forças de defesa e segurança”, denunciou.

O herdeiro afirma ter recorrido a várias instituições, incluindo a Administração Municipal do Calumbo, a justiça militar e o comando provincial, aguardando uma intervenção das autoridades. Relata ainda ter sido vítima de agressão física ao tentar impedir a ocupação.

Por sua vez, Afonso Nunca, também referido como “General Nunda”, nega qualquer envolvimento em práticas ilegais. Em declarações ao Portal Destaques, afirmou ter adquirido legalmente uma parcela de 4,5 hectares em 2013.
“Comprei o terreno de forma legal e tenho toda a documentação que comprova a aquisição”, garantiu.

Segundo o mesmo, a parcela foi adquirida a um terceiro, identificado como Cipriano, que, por sua vez, teria recebido o espaço do próprio António Resende.

O alegado proprietário afirma já ter apresentado os documentos às autoridades competentes e considera que há tentativas de aproveitamento indevido por parte de terceiros, numa altura em que a zona está a ser destinada à expansão habitacional.

A equipa de reportagem tentou obter reacções adicionais da parte acusada, sem sucesso até ao fecho desta edição.

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