Os moradores do município da Lúbia, na província do Bié, denunciaram nesta segunda-feira, 1 de Junho, a escassez de combustível na região, situação que, segundo afirmam, está a favorecer a especulação dos preços por parte de revendedores informais.
De acordo com os relatos recolhidos pela nossa reportagem, o preço do litro da gasolina, que anteriormente era comercializado a cerca de 800 kwanzas, passou a ser vendido entre 4.000 e 4.500 kwanzas, gerando preocupação entre os habitantes.
A população considera que o aumento do preço do combustível está a agravar as condições de vida das famílias, sobretudo para os agricultores que dependem de motobombas para a irrigação dos campos, bem como para mototaxistas, automobilistas e proprietários de geradores.
“Com estes preços, torna-se cada vez mais difícil trabalhar e sustentar as nossas famílias. A gasolina é essencial para várias actividades económicas da região”, lamentou um dos moradores.
Os residentes apelam à intervenção urgente das autoridades competentes, nomeadamente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Administração Municipal da Lúbia, para apurarem as causas da escassez e investigarem eventuais casos de especulação de preços.
“A situação está a preocupar toda a população. Queremos que as autoridades esclareçam o que está a acontecer e tomem medidas para normalizar o abastecimento”, afirmou outro munícipe.
O município da Lúbia, criado recentemente na nova Divisão Político-Administrativa, localiza-se a mais de 200 quilómetros da cidade do Cuito, capital da província do Bié. No centro da localidade, o cenário também preocupa os consumidores, embora os preços variem entre 700 e 1.500 kwanzas por litro, dependendo do ponto de venda.
Perante o agravamento da situação, os moradores apelam igualmente à intervenção da Sonangol, com vista à reposição da normalidade no fornecimento e distribuição de combustíveis na região.