Candidatos denunciam alegado nepotismo em concurso público do Governo Provincial do Bengo

Um grupo de candidatos ao concurso público promovido pelo Governo Provincial do Bengo denuncia alegadas irregularidades no processo de admissão, apontando suspeitas de nepotismo, favorecimento e falta de transparência na seleção dos candidatos.

Segundo os reclamantes, vários dos candidatos admitidos já exercem funções em direções do Governo Provincial e em administrações municipais, situação que, na sua perspetiva, levanta dúvidas sobre a imparcialidade do concurso.

Os denunciantes, que dizem basear-se em informações fornecidas por fontes ligadas ao Governo Provincial do Bengo, consideram que, caso as suspeitas se confirmem, estará em causa o princípio da igualdade de oportunidades no acesso à função pública.

“Repudiamos qualquer prática de nepotismo, favorecimento ou privilégio que comprometa a transparência e a igualdade de oportunidades nos concursos públicos”, afirmaram.

Os candidatos defendem que o processo de recrutamento deve assentar no mérito, na competência e no cumprimento da lei, sem qualquer tipo de influência política ou relação pessoal.

“Um concurso deve premiar o mérito, a competência e a justiça, e não relações pessoais ou influência política. Quando candidatos são favorecidos em detrimento de outros que cumpriram todos os requisitos, a confiança nas instituições é enfraquecida”, sustentaram.

Os reclamantes apelam às autoridades competentes para garantirem um processo transparente, imparcial e baseado exclusivamente na legalidade, assegurando igualdade de tratamento a todos os concorrentes.

“O serviço público deve pertencer aos mais preparados e não aos mais influentes. Queremos igualdade de oportunidades para todos os candidatos. Nenhum concorrente deve ser privilegiado por ocupar um cargo ou ter influência”, defenderam.

Alguns candidatos afirmam ainda que os nomes dos admitidos incluem pessoas que já desempenham funções em instituições governamentais, razão pela qual questionam a abertura do concurso.

“Todos eles já trabalham. Se fosse para selecionar pessoas que já exercem funções, então não fazia sentido abrir o concurso ao público, porque os escolhidos já estavam definidos”, desabafou um dos concorrentes.

Até ao momento da publicação desta matéria, o Governo Provincial do Bengo ainda não se pronunciou sobre as acusações. O Sem Censura procurou ouvir a instituição para efeitos de contraditório, mas não obteve resposta.

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