CNJ apresenta cronograma da Assembleia-Geral e Isaías Kalunga afasta recandidatura

O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) apresentou, nesta segunda-feira 18, o cronograma oficial de actividades para a realização da Assembleia-Geral da organização, agendada para o dia 28 de Novembro de 2026.

De acordo com o calendário divulgado, o CNJ vai desencadear um processo orgânico que terá início com assembleias de balanço e renovação de mandatos nos bairros, comunas, municípios e províncias, culminando com a Assembleia-Geral nacional.

O presidente do CNJ, Isaías Kalunga, informou que os trabalhos preparatórios terão início no próximo dia 20 de Junho, data que será marcada por um acto de massas com a participação prevista de mais de cinco mil jovens.

“Não vamos nos esconder para realizar o processo orgânico. Vamos fazê-lo num ambiente festivo”, afirmou.

Durante o encontro com os jornalistas, Isaías Kalunga esclareceu vários aspectos ligados ao processo organizativo da assembleia e aproveitou a ocasião para afastar qualquer possibilidade de concorrer à própria sucessão, colocando fim às especulações sobre uma eventual recandidatura à liderança da organização juvenil.

“Não quererei perpetuar-me no Conselho Nacional da Juventude e posso deixar claro que não pretendo concorrer à minha própria sucessão”, declarou.

Relativamente à polémica em torno da alegada expiração do seu mandato, Isaías Kalunga explicou que o ciclo termina apenas em Novembro deste ano, conforme deliberação da Assembleia-Geral realizada em 2020.

Segundo o responsável, naquela ocasião a assembleia recomendou a extensão do mandato da direcção de quatro para cinco anos.

“O Conselho Nacional da Juventude tem apenas um estatuto, e ele é público. O nosso mandato termina em Novembro deste ano”, frisou.

Por sua vez, o vice-presidente do CNJ, Sebastião Jaka Maurício, revelou que foi instaurado um processo-crime contra os promotores do acto promovido por dissidentes da organização, alegadamente por uso indevido dos símbolos oficiais do CNJ.

“Agiram à margem dos estatutos do CNJ”, acusou.

Com a divulgação do cronograma da Assembleia-Geral, o CNJ considera estarem criadas as condições organizativas para a realização do conclave de Novembro, num contexto marcado por divergências internas e debates em torno da liderança da organização.

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