PCA da Konda Marta rejeita acusações divulgadas nas redes sociais e anuncia medidas judiciais

O empresário e presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Konda Marta, Daniel Neto, rejeitou nesta sexta-feira, 12, no município da Camama, província de Luanda, as acusações divulgadas numa publicação que circula nas redes sociais, atribuída a um suposto canal denominado “Correio da Manhã”.

A publicação associa o gestor a alegadas práticas fraudulentas relacionadas com a venda de terrenos e a supostas relações amorosas com funcionárias da empresa.

Em conferência de imprensa, o empresário, também conhecido por TC, classificou as acusações como falsas e atentatórias ao bom nome da instituição.

“Querem atingir-me de qualquer forma, mas não vão conseguir, porque aquilo que pretendiam já perderam: o terreno”, afirmou Daniel Neto.

Uma das funcionárias visadas na publicação, Luvuma Paulina Manuel, secretária da empresa, repudiou as alegações e apelou às autoridades para identificarem os autores da informação.

“Nós temos uma vida fora da empresa. Como secretária, senti-me lesada com esta publicação”, declarou.

Quem também refutou as acusações foi Josefa Mateus, igualmente secretária da Konda Marta. A funcionária revelou ter enfrentado constrangimentos familiares após a circulação da notícia.

“Tomei conhecimento da informação através do meu filho e, posteriormente, de um colega. Tive conflitos em casa por causa desta notícia. Fico muito triste quando o nome do nosso director é associado a alegações de que vende terrenos para se envolver com as secretárias. Isso não corresponde à verdade”, lamentou.

Por sua vez, o responsável de Comunicação e Imagem da Konda Marta, José Eduardo, considerou que existe uma tentativa deliberada de associar a empresa a um alegado caso de burla envolvendo um cidadão que, segundo explicou, mantém apenas relações de parceria com a organização.

“Vejo isto como uma tentativa de manchar o bom nome da empresa Konda Marta”, afirmou.

A chefe das camponesas da empresa, Mimosa Kamongo, também manifestou preocupação com a situação e repudiou as acusações divulgadas.

Daniel Neto considera que as acusações fazem parte de uma campanha de difamação destinada a inviabilizar os projectos da empresa, garantindo que as informações não afectam a sua actividade empresarial.

“Quem gere a empresa sou eu e sou eu quem paga os trabalhadores. Isto não é um partido político, é uma empresa privada. Não preciso de prejudicar a empresa para me sair bem”, declarou.

O PCA assegurou ainda que os indivíduos responsáveis pela divulgação das informações já foram identificados e que a empresa está a preparar medidas judiciais para responsabilizá-los civil e criminalmente.

Por fim, Daniel Neto questionou o nível de profissionalismo de alguns jornalistas que, segundo afirmou, produzem informações sem provas, considerando que o conteúdo divulgado tem como objectivo causar danos à reputação das pessoas citadas.

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