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General de prestígio vai coordenar campanha de Higino Carneiro

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General de prestígio vai coordenar campanha de Higino Carneiro

Um oficial general na reforma, descrito por fontes próximas como um “general de prestígio”, deverá ser apresentado nos próximos meses como coordenador da candidatura de Francisco Higino Lopes Carneiro à presidência do MPLA.

Fonte: Club-k.net

Até há poucas semanas, a equipa do antigo governador de Luanda encontrava-se empenhada na definição do perfil para liderar a coordenação da campanha. Contudo, decisões recentes apontam para a escolha de uma figura veterana, com experiência consolidada em cargos de relevo nos órgãos de defesa e segurança do Estado.

Desde a convocação do congresso do MPLA, previsto para o início de dezembro de 2026, Higino Carneiro tem vindo a intensificar os sinais de organização da sua candidatura. Nesse quadro, indicou Fernando Matos Mota como mandatário junto da subcomissão de candidaturas do partido, coordenada por Job Capapinha.

Paralelamente, foi já aberto, em Luanda, um escritório de apoio à candidatura, localizado no bairro Lar Patriota, na Rua Deolinda Rodrigues (antiga Rua 28), Casa Branca n.º 115, junto ao Kibabo. O espaço deverá funcionar como sede operacional da campanha, assegurando a mobilização, coordenação e articulação política dos apoiantes.

Higino Carneiro sustenta a sua candidatura como um “compromisso colectivo” com o futuro do partido e de Angola, afastando a ideia de ambição pessoal. Entre as suas prioridades, aponta o aprofundamento da democracia interna no MPLA, a modernização das suas estruturas, o reforço da ligação com a sociedade e a preparação do partido para as eleições gerais de 2027.

Nos bastidores, o seu nome já havia sido associado a cenários de sucessão em 2017, durante a transição entre José Eduardo dos Santos e João Lourenço. Na altura, chegou a ser equacionada a sua ascensão à liderança do partido, num contexto marcado por tensões internas e receios de uma eventual divisão entre a chefia do Estado e do MPLA.

Esse cenário acabaria por não se concretizar, após a mobilização de sectores influentes do partido que defenderam a concentração da liderança no então novo Presidente da República, João Lourenço, como forma de evitar uma situação de bicefalia.

Posteriormente, Higino Carneiro enfrentou processos judiciais relacionados com a sua gestão nas províncias de Luanda e do Cuando Cubango. Também o antigo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que JES desejava para numero dois do MPLA foi alvo de um processo judicial que resultou na sua condenação a 14 anos de prisão, no âmbito de um caso ligado ao Conselho Nacional de Carregadores.

Com o aproximar do congresso, a eventual nomeação de um coordenador de campanha com forte capital político e institucional poderá representar um passo estratégico na consolidação da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA.

= A NOTÍCIA COMO ELA É =

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