A crise da Rádio Cuquema e os erros da entidade patronal

Nem sempre a visita de um santo torna uma casa santificada, e tudo isso faz sentido no velho adágio popular segundo o qual, quando se vai a uma casa e se encontram as pessoas a comer com as mãos, deve-se fazer o mesmo.

Amítai Muno entra numa casa cheia de tradições e, para não romper com as regras rígidas ali impostas, será obrigado a segui-las.

As dificuldades da rádio Cuquema continuam as mesmas. O director não tem acesso às contas do órgão de comunicação social, não sabe quanto entra nem quanto sai. Deste modo, não há margem para aumentar salários, nem para recrutar grandes profissionais.

Na vida real, e nos dias de hoje, só é pai quem assume as despesas. Em poucas palavras, director é aquele que tem o poder de acudir os funcionários quando há atraso salarial, fazendo adiantamentos sem sofrer represálias por esse gesto.

Na minha opinião, o problema não está nos directores, mas sim no maldito (pca) na verdade, “PCA”, peço desculpas ao proprietário. Este só não encerra a rádio Cuquema por vergonha, porque a estação já não factura sequer um milhão de kwanzas por mês. Ainda assim, continua a suportar despesas com combustível para o gerador, salários dos funcionários e colaboradores que, na sua “maior sabedoria”, apenas enganam o patrão, aparentando trabalho sem, contudo, produzir resultados concretos.

O que estão realmente a produzir?

Será que há retorno?

Os tais jornalistas gostam da situação porque sabem que recebem salários sem grande necessidade de esforço.

Os objectivos e as intenções da entidade patronal caíram por terra, não apenas pelo baixo nível de consumo, mas também pelo fraco estudo de viabilidade na implantação da antena e da própria rádio.

Na minha visão, o Bié não oferece condições para este tipo de projecto. A rádio faria muito mais dinheiro se estivesse sediada no Huambo, Benguela, no Cuando/ Cubango ou mesmo em Luanda.

Boss, falhaste  e muito. Mas, para mim, ainda há tempo. Procura um sócio, ou melhor, privatiza a rádio e verás o dinheiro aparecer. Trocar de motorista quando o carro tem pouca velocidade é desnecessário.

Ficas ainda mais desgastado quando queres participar em todos os programas. Não se entende, afinal, o que realmente pretendes. Aqui vai uma aula gratuita de assessoria: inspira-te no Presidente da República, que prefere ser entrevistado por grandes televisões do mundo do que pelas suas próprias TPAs. Opinião

= A NOTÍCIA COMO ELA É =

1 COMENTÁRIO

  1. … por mim a rádio está bem no Bié o resto são outros quinhentos de gestão, mas isso não te direito de chamar nomes ao PCA

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