Alas da FNLA trocam acusações sobre legalidade das conferências provinciais

A crise política no seio da FNLA começa a ganhar contornos preocupantes, numa altura em que a Comissão Preparatória do VI Congresso Ordinário, liderada por Ngola Kabango, deu início às conferências provinciais. Em destaque está a província de Luanda, que elegeu, durante o fim-de-semana, mais de 400 delegados.

O coordenador da comissão, Ndonda Nzinga, afirmou que esta etapa representa o arranque do processo de rejuvenescimento e realinhamento do partido, tendo em vista a realização do congresso.

“Este é um processo que marca o início das conferências destinadas à eleição dos delegados ao nosso congresso, que deverá eleger o presidente capaz de imprimir uma nova dinâmica ao partido, com vista às eleições gerais de 2027”, declarou.

Em reacção, a direcção liderada por Nimi-a-Simbi considerou o acto ilegal, alegando que viola os estatutos da formação política. A porta-voz da direcção, Maria Bulenvo, apelou aos militantes para que não participem nas actividades promovidas pela ala de Ngola Kabango.

“Queremos apelar aos nossos militantes para que não participem destes actos, por serem ilegais e estarem à margem dos estatutos do partido. Estes eventos apenas contribuem para aumentar a confusão no seio da FNLA”, sublinhou.

A direcção nacional assegura que a única comissão preparatória com legitimidade para organizar actos relacionados com o congresso é a coordenada por João Soki Soki, nomeada pela liderança de Nimi-a-Simbi.

Recorde-se que o Congresso da FNLA está previsto para decorrer de 22 a 25 de Setembro do corrente ano, na cidade de Luanda.

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