UNITA homenageia ex-FALA e exige cumprimento de compromissos do Estado com antigos combatentes

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) assinalou, esta sexta-feira, 24 de Janeiro, a data em homenagem às antigas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), destacando o seu papel na luta anticolonial e na conquista da Independência Nacional, bem como apelando ao Estado angolano para o cumprimento dos compromissos assumidos com os ex-militares e suas famílias.

Em declaração tornada pública em Luanda, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA sublinhou que o 24 de Janeiro representa um marco histórico indelével da resistência nacional, evocando a morte do comandante Samuel Piedoso Chingunji, conhecido como “Kapessi Kafundanga”, tombado em combate a 24 de Janeiro de 1974, durante a luta contra o colonialismo português.

“O dia 24 de Janeiro inscreve-se, de forma indelével, na História da Luta Anticolonial encetada pela UNITA para o alcance da Independência Nacional e resgate da soberania dos povos de Angola”, refere o documento.

Segundo a UNITA, as FALA constituíram uma expressão organizada de resistência e dignidade do povo angolano, tendo desempenhado um papel determinante no processo que culminou com a proclamação da Independência, em 1975, e na afirmação do Estado Democrático de Direito.

“As FALA representaram a verdadeira expressão em força da frustração organizada em resistência nacional e da afirmação da UNITA no resgate da dignidade do Povo angolano”, lê-se na declaração.
No documento, o partido liderado por Adalberto Costa Júnior presta uma homenagem especial ao fundador da UNITA e Alto Comandante das FALA, Jonas Malheiro Savimbi, bem como aos antigos chefes do Estado-Maior e aos combatentes que perderam a vida durante a luta armada.

“Neste dia memorável, recordamos com respeito e gratidão a bravura, o patriotismo, a coragem e a abnegação dos combatentes das FALA, homens e mulheres, que colocaram os interesses superiores da Pátria acima das suas próprias vidas”, sublinha o Secretariado Executivo.

A UNITA reafirma ainda o seu compromisso com a preservação da verdade histórica e com a construção de uma Angola assente na liberdade, justiça, democracia, reconciliação nacional e soberania popular. Para o partido, o legado das antigas FALA ultrapassa o contexto militar, constituindo uma escola de valores cívicos e democráticos.
“Mais do que uma força militar, as antigas FALA foram uma verdadeira escola de virtudes e valores, onde se forjaram cidadãos comprometidos com a justiça social, o pluralismo político e a liberdade de pensamento”, destaca a nota.

No mesmo comunicado, o partido exorta os gestores do Estado angolano a cumprirem os compromissos assumidos no quadro do processo de paz, defendendo soluções dignas para os problemas sociais dos antigos combatentes e das suas famílias, provenientes das ex-FALA, ex-FAPLA, ex-ELNA e da FLEC.

“A paz e os pilares da nossa República têm na sua fundação a forte impressão das antigas FALA”, refere a UNITA, que exige o respeito pelos acordos firmados em prol da estabilidade do país.

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