Presidente da Comissão de Carteira e Ética destaca legado de Alexandre Solombe

A presidente da Comissão de Carteira e Ética (CCE), Luísa Rogério, descreveu o malogrado jornalista Alexandre Solombe como um excelente profissional, destacando também a sua capacidade de intervenção política.

Numa publicação feita nas redes sociais, Luísa Rogério teceu vários elogios ao antigo jornalista da Rádio Despertar, sublinhando a sua dimensão humana e profissional.
“Alexandre Solombe era muito mais do que o excelente profissional emprestado à política”, escreveu.

A responsável recordou que Solombe, antigo deputado pela UNITA — partido conhecido como “Galo Negro” — na primeira legislatura, soube separar claramente o exercício do jornalismo da actividade política.
Luísa Rogério reafirmou ainda o estatuto de profissional comprometido de Solombe, sobretudo enquanto primeiro director da Rádio Despertar, onde deixou marcada a sua liderança.
“Deixou vincada a marca de ‘team leader’, combatendo o jornalismo panfletário onde quer que fosse exercido”, destacou.
Segundo a presidente da CCE, após deixar a política, Solombe regressou ao jornalismo, que considerava o seu “berço”.
“Foi membro activo do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) e presidente do MISA-Angola, tendo participado activamente no processo que culminou com a constituição da Comissão de Carteira e Ética.

Jornalista de faro apurado, muito inteligente e culto, era também extremamente educado”, reiterou.
A responsável caracterizou o jornalista como alguém que defendia as suas convicções com elevação.
“Era o tipo de profissional que dizia verdades sem gritar ou baixar o nível do debate. Alexandre Solombe era um engajado activista da liberdade de imprensa e das liberdades em geral”, afirmou.

Luísa Rogério recordou ainda um episódio ocorrido durante uma visita à cadeia da Comarca de Luanda, no âmbito do mediático caso “15+2”, que envolvia jovens activistas.

“Naquele dia, testemunhei, uma vez mais, a firmeza e a capacidade de negociação de Solombe. Ele dialogou com as autoridades penitenciárias, conseguiu permissão para entrar na prisão e saiu de lá com um respeitável tratamento de ‘Sr. Deputado’, apesar de já não estar no Parlamento”, relatou.

Na mesma publicação, a responsável considerou que, apesar do seu empenho, Solombe não teve o reconhecimento material esperado.
“Sinceramente, o jornalismo pode não ter sido muito bom para Solombe, em termos de realização material, mas creio que a política também não o tratou como deveria. Ele merecia muitíssimo mais”, lamentou.

Visivelmente emocionada, Luísa Rogério afirmou encontrar algum conforto ao saber que o jornalista tinha conhecimento da sua admiração.
“Com o coração destroçado, sinto algum conforto por saber que Solombe sabia da profunda admiração que sempre nutri por ele”, escreveu.

A presidente da CCE destacou ainda o percurso profissional do jornalista, com passagens por vários órgãos de comunicação social, entre os quais o Jornal de Angola, Rádio Huíla, Rádio Luanda, Rádio Ecclesia, Voz da América e outros.

Alexandre Solombe deixa filhos. À família enlutada, Luísa Rogério endereçou mensagens de solidariedade.
“Sentidos pêsames à família. Descansa em paz, companheiro. Travaste o bom combate. Nós continuaremos a narrar pedaços da história”, concluiu.

Por fim, a presidente da CCE agradeceu o contributo do jornalista ao sector.
“Muito obrigado, Alexandre Neto Solombe”, finalizou.

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