A militante da UNITA, Juliana Augusto, lançou recentemente um desafio público ao presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, e ao vice-presidente do PRA-JA Servir Angola, Xavier Jaime, propondo a realização de um debate aberto e transparente sobre os programas de governação das respectivas formações políticas.
A jovem militante manifestou-se disponível para um frente a frente com ambos os dirigentes, sublinhando a importância do contraditório no actual contexto político. “Estou disponível para um debate frente a frente com os dois dirigentes”, afirmou.
Juliana Augusto enquadrou ainda a sua posição no cenário mais amplo da política nacional, referindo que o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, “aguarda pelo candidato do MPLA para um debate ao mais alto nível”.
Juliana Augusto defende confronto aberto de ideias sobre programas de governação e apela à promoção do encontro pelos órgãos privados de comunicação social.
Segundo a militante, o líder do Partido Liberal já demonstrou abertura para o diálogo político. “Reafirmo a disponibilidade apresentada por Luís de Castro, que admitiu a possibilidade de debate mesmo sem a presença do candidato do MPLA”, destacou.
No mesmo pronunciamento, defendeu que os órgãos privados de comunicação social devem assumir um papel activo na promoção do encontro. “Considero que as mídias de comunicação social privadas devem promover este encontro entre mim e os dois dirigentes do Partido Liberal e do PRA-JA”, reforçou.
Para Juliana Augusto, chegou o momento de os cidadãos conhecerem, de forma clara e comparativa, as propostas políticas em disputa. “É hora de o cidadão angolano conhecer, de forma clara e comparativa, os programas de governação de cada partido político”, sustentou.
A militante concluiu defendendo que o debate constitui um pilar da democracia. “O debate é um instrumento democrático essencial, que fortalece a transparência, a responsabilidade política e a participação consciente dos eleitores”, afirmou, acrescentando que “o povo merece ouvir propostas concretas e soluções reais para os desafios do país”.
Até ao momento, não houve reacção pública dos dirigentes visados quanto ao desafio lançado.