Mais de mil camponeses denunciam invasão de terras no Kilamba

Mais de mil camponeses residentes no bairro Terra Nova 2 “Jorge”, no município do Kilamba, província de Luanda, denunciam alegados casos de perseguição e invasão de terras numa área estimada em mais de quinhentos mil hectares.

 

Segundo Tajoania Jorge, neta de um dos fundadores da localidade, as terras pertencem à sua família há várias décadas, sendo utilizadas, na época, para o cultivo de diferentes produtos agrícolas. “O meu avô explorava esta área com plantações de mandioca, mangueiras e cajueiros”, afirmou.

A declarante assegura que, apesar de a propriedade estar devidamente legalizada, há indivíduos supostamente ligados à administração municipal, à Polícia Nacional e um empresário identificado apenas por Lisboa que estarão a ocupar o espaço de forma irregular. “O meu avô é o legítimo proprietário do terreno. Existem pessoas bem identificadas que tentam usufruir do espaço com o apoio de membros da administração do Kilamba, da Polícia Nacional e de um empresário, mesmo com toda a documentação a nosso favor”, denunciou.

No local, a reportagem constatou a ocupação de alguns lotes, com a presença de amontoados de areia e outros materiais de construção. De acordo com os camponeses, trata-se de acções levadas a cabo por supostos invasores que, alegadamente, continuam a desafiar as autoridades.

Durante a cobertura jornalística realizada nesta segunda-feira, profissionais de comunicação social afirmam ter sido alvo de intimidação e agressões verbais por parte de indivíduos que realizavam obras no local. “A imprensa não foi respeitada. Foram arremessadas latas, bidões com bebidas e areia”, relatou um jornalista da Quadrante TV, descrevendo o ambiente como “aterrorizante”.

A camponesa Antónia de Jesus manifestou indignação face à situação e apelou à intervenção das autoridades. “É lamentável que pessoas de má-fé insistam em ocupar propriedade alheia sem respeito pela lei”, disse.

Os camponeses solicitam a intervenção do Chefe de Estado para a resolução do conflito. “Pedimos encarecidamente a intervenção do Presidente da República para que se ponha fim a esta situação”, reforçou a cidadã.

A reportagem tentou, sem sucesso, ouvir as partes visadas. O caso continua a ser acompanhado.

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