O pré-candidato à presidência do MPLA, Higino Carneiro, defendeu nesta sexta-feira, 7, durante o Congresso Nacional da Reconciliação, que a verdadeira reconciliação nacional só será alcançada se os angolanos caminharem unidos, deixando para trás as mágoas do passado.
Fonte: semcensura.ao

“A guerra dividiu-nos; a paz aproximou-nos. Agora é a reconciliação que deve unir-nos para sempre”, declarou o general, sublinhando que a união e o perdão são condições essenciais para a consolidação da paz e da democracia.
Higino Carneiro classificou a reconciliação como uma “missão divina confiada aos homens”, destacando que o processo está intimamente ligado à independência, ao amor à pátria e ao próximo.
Durante o seu discurso, o político apelou à criação de um pacto moral e espiritual entre os dirigentes e a sociedade, com o objetivo de garantir um compromisso genuíno com o desenvolvimento e a estabilidade do país.
“A reconciliação é muito mais do que um acordo político: é um pacto moral e espiritual entre irmãos. É compreender que o passado não pode ser apagado, mas deve ser redimido pela verdade, pelo perdão e pela justiça”, acrescentou.
O pré-candidato alertou ainda que não há reconciliação verdadeira quando o medo e a arrogância se sobrepõem à empatia e ao diálogo, frisando que a democracia deve servir à unidade e ao bem comum, e nunca ser motivo de divisão ou destruição.
“A democracia deve fortalecer-nos enquanto nação e não dividir-nos como povo”, concluiu Higino Carneiro, reforçando o apelo à coesão nacional como caminho para o futuro de Angola.