Ex-líder tailandesa abandona presidência do partido fundado pelo pai

A ex-primeira-ministra tailandesa Paetongtarn Shinawatra, destituída em agosto pelo Tribunal Constitucional, renunciou hoje ao cargo de presidente do Pheu Thai, partido fundado pelo seu pai, Thaksin Shinawatra, também ele ex-chefe do Governo.

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A minha demissão permitirá que o partido se modernize para que possamos finalmente vencer as eleições”, afirmou Paetongtarn num comunicado divulgado pelo Pheu Thai.

A política de 39 anos acrescentou que se manterá, no entanto, como membro do partido e “continuará a trabalhar arduamente” pela Tailândia.

Filha do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, Paetongtarn foi suspensa de funções em julho, depois de ser acusada de não ter defendido a Tailândia durante um contacto telefónico em junho com o ex-poderoso líder cambojano Hun Sen, que foi divulgado online.

Num veredicto proferido no final de agosto, nove juízes do Tribunal Constitucional do país consideraram que a ex-primeira-ministra não respeitou as normas éticas exigidas a um chefe do Governo durante essa chamada.

Paetongtarn Shinawatra tornou-se assim o terceiro membro da família a abandonar a chefia do governo, depois do pai e da tia Yingluck, ambos derrubados por golpes militares.

“Não importa quem presida o Pheu Thai, sempre será dirigido pela família nos bastidores”, disse em declarações à AFP Yuttaporn Issarachai, cientista político da Universidade Aberta Sukhothai Thammathirat.

Segundo o analista, esta demissão visa principalmente proteger o partido contra processos judiciais.

Durante décadas, a dinastia Shinawatra partilhou o poder com a elite conservadora da Tailândia, mas reveses jurídicos recentes fizeram com que a sua influência diminuísse.

Thaksin, um antigo polícia que se tornou empresário e fundou a primeira versão do Pheu Thai no final da década de 1990, foi derrubado por um golpe de Estado em 2006 e exilou-se durante mais de uma década.

O bilionário de 76 anos, ‘bête noire’ do ‘establishment’ ligado ao rei, foi preso em Banguecoque a 09 de setembro, na sequência de uma condenação à revelia a oito anos de prisão por corrupção e abuso de poder.

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