Dirigente Juvenil da FNLA denuncia perseguição interna e alega assédio sexual

A secretária adjunta da JFNLA, braço juvenil da FNLA, Júlia Euridece Simão dos Santos, denunciou uma alegada onda de perseguição protagonizada por membros e simpatizantes da sua própria formação política, por não se rever nas posições defendidas por colegas que, segundo afirma, pretendem destituir o presidente eleito Nimi-a-Nsimbi fora dos prazos estatutariamente estabelecidos pelo partido fundado por Holden Roberto.

A responsável política sustenta que as perseguições têm-se estendido ao seio familiar, revelando que a sua filha adolescente tem sido alvo de mensagens de ameaça anónimas.

“Fala na tua mãe que vamos mexer onde dói mais (…). É melhor ela esquecer. Cuidado com o caminho da escola”, denunciou.

A militante, que afirma apoiar as políticas do partido e do seu presidente, disse ainda que, por se identificar com a liderança de Nimi-a-Nsimbi e denunciar alegadas irregularidades cometidas por um grupo que pretende afastá-lo da presidência da FNLA, foi recentemente exonerada pelo secretário-geral da organização juvenil, Carlos Cassoma.

“Estou pouco preocupada com o despacho de exoneração feito por ele, por carregar um espírito de ódio, devido à confiança política que tenho do presidente”, afirmou.

Júlia Simão dos Santos acusa igualmente o seu ex-superior hierárquico de assédio sexual, alegando que a situação é do conhecimento de instâncias superiores do partido, incluindo do próprio presidente.

“Ele já várias vezes tentou aproximar-se de mim e chegou a tocar-me na cintura. Por eu não ceder, começou a retaliar”, lamentou.

A dirigente juvenil informou ainda que, em função das ameaças e de outros episódios, apresentou uma queixa-crime junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), sob o processo n.º 213-NIIP-NB-026, manifestando confiança na celeridade da justiça para a responsabilização dos presumíveis autores.

Contactado numa entrevista concedida ao canal Sem Censura TV, Carlos Cassoma afirmou manter boas relações institucionais com o presidente do partido, Nimi-a-Nsimbi.

“Nunca tivemos discussões e mantenho respeito por ele enquanto líder máximo”, declarou.

Relativamente às acusações de assédio sexual feitas pela sua adjunta, o responsável juvenil da JFNLA limitou-se a afirmar que não responde ao que considera serem insultos.

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