Diocese do Cuito acolhe missa do sétimo dia de Fernando Chicapa após recusa da IECA

A Diocese do Cuito abriu as portas da Sé-Catedral do Cuito para a celebração da missa do sétimo dia em memória do jornalista Fernando Chicapa, depois de a Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA), no Bié, ter alegadamente recusado a realização do culto fúnebre por falta de regularização dos dízimos.

A cerimónia religiosa ficou registada nesta sexta-feira, às 6h30, e reuniu familiares, amigos, colegas de profissão e membros da sociedade civil que prestaram a última homenagem ao profissional da comunicação social.

Fernando Chicapa, jornalista da Rádio Nacional de Angola (RNA), era descrito por colegas como um profissional dedicado e comprometido com a ética e o rigor informativo. Até à sua morte, exercia o cargo de chefe de produção. “Era um homem íntegro, sempre preocupado com a verdade dos factos e com a qualidade do trabalho que apresentávamos ao público”, afirmou um colega da emissora pública.

A decisão da IECA no Bié gerou reacções e debates no seio da comunidade, sobretudo por se tratar de um membro da congregação. Segundo relatos de fiéis, situações semelhantes terão ocorrido anteriormente, envolvendo membros que enfrentavam dificuldades relacionadas com contribuições financeiras. “A igreja deveria priorizar o lado humano e espiritual nestes momentos”, comentou um membro da comunidade que preferiu o anonimato.

Perante o sucedido, a Diocese do Cuito manifestou abertura e solidariedade, acolhendo a celebração como um gesto de unidade cristã e apoio à família enlutada. Fonte da diocese sublinhou que “a Igreja deve ser um espaço de acolhimento, sobretudo em momentos de dor”.

A classe jornalística no Bié e no país considera que a morte de Fernando Chicapa representa uma perda significativa para o sector. Profissionais da comunicação destacam o seu legado humano e profissional, bem como o contributo prestado ao fortalecimento da informação local.

A missa do sétimo dia pretende, assim, não apenas honrar a memória do jornalista, mas também reforçar valores de fraternidade, compaixão e solidariedade num momento de dor colectiva.

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