O próximo congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), braço feminino do MPLA, deverá contar com quatro candidatas interessadas em disputar a liderança da organização e suceder Joana Tomás no cargo de secretária-geral.
Fonte: Club-k
Esta semana, submeteu formalmente a sua candidatura a militante Graciete Dombolo Sungua (48 anos), juntando-se a Carlota Dias (53 anos) e Maria de Lourdes Roque Caposso Fernandes (54). Uma quarta concorrente apontada é Celina Ana Manuel Luvindja (47 anos), actual Secretária Executiva Provincial da OMA no Huambo.
Após a entrega das candidaturas, uma comissão competente irá proceder à análise dos processos individuais, com o objectivo de apurar apenas duas militantes que poderão avançar para a fase final da disputa no congresso, previsto para março próximo.
Para concorrer à liderança da Organização da Mulher Angolana — concretamente ao cargo de secretária-geral — as candidatas devem cumprir requisitos estatutários e regulamentares, definidos no âmbito do processo orgânico do congresso. Entre os critérios avaliados constam a experiência política, o desempenho de funções relevantes na OMA ou noutras estruturas do MPLA e a demonstração de capacidade de liderança, bem como o cumprimento rigoroso das normas de disciplina partidária.
De acordo com apurações, um dos requisitos centrais é o mínimo de 10 anos de militância efectiva na OMA. Nesse contexto, Lourdes Kaposso e Carlota Dias são descritas como enfrentando limitações relacionadas com o tempo insuficiente de militância na organização. Em contrapartida, Graciete Dombolo Sungua e Celina Ana Manuel Luvindja surgem como as candidatas mais próximas de cumprir integralmente as exigências estatutárias.
Graciete Dombolo Sungua exerce actualmente funções de coordenadora da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Nacional da OMA, enquanto Celina Ana Manuel Luvindja lidera a organização feminina do MPLA na província do Huambo, o que lhes confere maior visibilidade e peso orgânico no seio da estrutura.