O Grupo Carrinho comprou, através da sua subsidiária Congolian Financial, 7,61% das acções do Banco de Fomento Angola (BFA), garantindo assim um assento na Assembleia Geral da segunda maior instituição financeira bancária do país, anunciou a Comissão de Mercado de Capitais (CMC).
De acordo com um comunicado oficial da CMC, a participação foi obtida após a aquisição de 7 159 acções no mercado secundário da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), que se juntaram aos 1 133 747 de acções, na sequência da Oferta Pública de Venda (OPV), realizada em Setembro de 2025.
O documento identifica Nelson Fidel Candundo Carrinho e Rui Alves Candundo Carrinho como os “últimos beneficiários efectivos” desta participação, que controlam individualmente 1,51%.
A estrutura detalhada da participação, conforme descrita no comunicado, mostra que a própria Congolian detém 1,91% do BFA.
Em paralelo, a instituição financeira esclareceu que, até à presente data, não foi deliberada qualquer alteração nos órgãos sociais, nem ocorreu o afastamento do director financeiro (CFO) ou de qualquer outro administrador.
O BFA sublinhou também que não recebeu qualquer comunicação formal de accionistas a indicar novos membros para os órgãos de gestão.
O banco recordou que os mandatos dos actuais órgãos sociais terminaram a 31 de Dezembro de 2025, mantendo-se todos em funções até nova deliberação, que fica dependente de uma proposta a ser submetida à Assembleia Geral de Accionistas, prevista para os próximos dois meses.
Com esta aquisição, o Grupo Carrinho deixa de ser um mero investidor para se tornar um interveniente directo na governação do BFA, uma vez que garante um assento com direito a voto na Assembleia Geral.
Nesta posição, a gigante nacional da indústria alimentar vai poder influenciar decisões estratégicas, como a aprovação de contas, a eleição de membros para os órgãos de gestão e a distribuição de dividendos.