A Federação Angolana de Futebol (FAF) reconheceu, nesta terça-feira, 6, o fracasso da participação da seleção nacional no Campeonato Africano das Nações (CAN 2025), que decorre em Marrocos. O reconhecimento foi feito durante uma conferência de imprensa convocada para esclarecer os resultados negativos da equipa.
Angola encerrou a sua campanha na competição com duas derrotas e um empate, desempenho considerado abaixo das expectativas pela própria direção da FAF.
Durante o encontro com a imprensa, o dirigente Carlos Alonso “Kali” rebateu as críticas relacionadas com os valores financeiros disponibilizados aos jogadores e à equipa técnica. Segundo o responsável, os montantes atribuídos tinham como objetivo estimular o grupo e foram utilizados de forma adequada.
“Os valores disponibilizados para motivar os jogadores e a equipa técnica foram gastos como deviam ser”, assegurou.
O selecionador nacional, Patrice Beaumelle, explicou as alterações feitas no último jogo, referindo que a substituição de três jogadores foi uma decisão técnica. “Foi uma opção minha. O cansaço e a longa viagem feita de carro não facilitaram o rendimento dos atletas”, justificou.
Já o presidente da FAF, Alves Simões, garantiu que continuará à frente dos destinos do futebol angolano, apesar da frustração com os resultados. “Vamos continuar a trabalhar para melhorar o futebol angolano”, afirmou.
Sobre o relatório financeiro da participação no CAN, Simões disse não ter ainda condições de o apresentar. “Chegámos há apenas dois dias e ainda não temos um balanço da contabilidade”, explicou.
O dirigente manifestou ainda tristeza em relação às declarações públicas do antigo internacional Pedro Mantorras, envolvendo o jovem jogador angolano Florentino, que atualmente representa a seleção portuguesa. “Fiquei triste com esses pronunciamentos”, disse.
Alves Simões lamentou igualmente o fraco desempenho dos clubes no Girabola, considerando que o rendimento interno também influencia o desempenho da seleção nacional.
Por sua vez, Patrice Beaumelle reforçou a sua independência profissional, sublinhando que nunca recebeu interferências externas nas suas decisões técnicas. “Com a minha experiência de trabalho em África, nunca recebi orientações vindas de fora. E se um dia isso acontecer, demito-me”, declarou.
O técnico deixou ainda um apelo à união em torno da seleção. “Estou aqui para ajudar a seleção angolana a crescer”, concluiu.