O vice-presidente do Conselho Nacional de Medicina Natural Científica de Angola, Dr. Benjamim Sassova, foi recebido nesta segunda-feira,12, pela 6.ª Comissão Ordinária da Assembleia Nacional, onde apresentou propostas para a regulamentação, valorização e integração da medicina natural científica no sistema nacional de saúde.
Durante o encontro, o jovem especialista sublinhou a necessidade de o Estado assumir um papel mais activo na organização do sector, defendendo que a medicina natural deve ser praticada com base em critérios científicos, éticos e de segurança para os pacientes. “A regulamentação e a fiscalização são fundamentais para garantir que os cidadãos recebam tratamentos seguros e eficazes”, afirmou Dr. Benjamim Sassova, em declarações à comissão parlamentar.
Entre os principais pontos apresentados, destacou-se a proteção do paciente, a valorização profissional dos médicos naturalistas, bem como a integração da medicina natural no sistema de saúde, de forma complementar à medicina convencional. Segundo o responsável, a falta de enquadramento legal tem contribuído para práticas desorganizadas e para a proliferação de tratamentos sem validação científica.
“O nosso objectivo é unificar a classe, atribuir responsabilidades claras aos profissionais e promover a ética no exercício da medicina natural”, explicou, defendendo igualmente o reforço da educação especializada e do investimento em pesquisas científicas que comprovem a eficácia e a segurança das terapias naturais utilizadas no país.
A proposta inclui ainda a criação de mecanismos de fiscalização que permitam distinguir profissionais qualificados de práticas informais, protegendo assim os utentes do sistema de saúde.
Fontes ligadas ao Conselho Nacional de Medicina Natural Científica consideram que a iniciativa do Dr. Benjamim Sassova representa um passo importante para a credibilização do sector. “Em pouco tempo de exercício de funções, tem demonstrado um trabalho consistente e uma visão clara para o futuro da medicina natural em Angola”, referiu uma fonte próxima da organização.
Com esta iniciativa, o jovem dirigente acredita que Angola poderá caminhar para uma medicina natural científica reconhecida, organizada e valorizada, contribuindo de forma responsável para a melhoria da saúde pública e para o fortalecimento da classe dos naturopatas no país.