Adalberto Costa Júnior não confirma envenenamento de deputado e critica sistema de saúde

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou nesta quarta-feira, 2, que não há confirmação de que a morte do deputado Monteiro Eliseu tenha sido causada por envenenamento, mas criticou duramente as condições dos hospitais no país.

Em entrevista concedida ao jornalista Victor Hugo Mendes, o líder da UNITA lamentou as mortes consideradas “estranhas” de alguns membros do seu partido e apontou o sistema como possível responsável pelos alegados desaparecimentos físicos.
“Não podemos, neste momento, confirmar que tenha havido envenenamento, mas há sinais preocupantes que exigem investigação séria”, afirmou.

Falando a partir do estrangeiro, Adalberto Costa Júnior recordou também o caso do general Abreu Kamorteiro, que, segundo disse, terá morrido pouco depois de ser confirmada a sua nomeação para exercer funções nas Forças Armadas Angolanas.
O político criticou ainda a atuação do Serviço de Investigação Criminal (SIC), alegando falta de esclarecimento sobre outros casos semelhantes, citando “Domingos Mussokola”. “Já foram recolhidas amostras há cerca de três meses e, até agora, não há resultados que expliquem as circunstâncias das mortes”, disse.

Na mesma entrevista, o dirigente reiterou as críticas à qualidade do sistema de saúde nacional, sublinhando a falta de confiança até por parte de figuras públicas. “A fraca qualidade no atendimento hospitalar gera insegurança, levando muitos dirigentes a procurarem tratamento no exterior por razões evidentes”, concluiu.

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