O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou a lei que permite ao primeiro-ministro Ousmane Sonko uma candidatura às eleições presidenciais de 2029, revelou hoje a Agência France-Presse (AFP).
A agência noticiosa francesa escreveu que consultou hoje o documento legislativo, mas a promulgação do presidente senegalês ocorreu na terça-feira passada.
Ousmane Sonko foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais de fevereiro de 2024 depois de ter sido condenado por difamação, o que lhe custou a perda dos direitos civis e o levou a nomear o seu adjunto, o atual presidente Bassirou Diomaye Faye, para o substituir.
A promulgação surge numa altura em que surgiram divergências no partido no poder, o Pastef, sobre esta reforma da lei eleitoral e em que surgem especulações sobre a tensão entre aqueles dois políticos.
Após uma primeira aprovação pela Assembleia Nacional, a 28 de abril, o presidente Bassirou Faye pediu uma revisão do texto, invocando “erros materiais”, mas foi acusado de alimentar ambições de também ele concorrer às presidenciais.
A 09 de maio, o decreto foi novamente aprovado, com revisão sobre perda de direitos civis, acabando por ser promulgado na terça-feira passada.