Supermercado Big One denuncia onda de assaltos após encerramento judicial em Luanda

O supermercado Big One, localizado no bairro Alvalade, em Luanda, encontra-se alegadamente a ser alvo de assaltos constantes desde o seu encerramento, há cerca de um ano, por decisão do Tribunal da Comarca de Luanda, no âmbito de um litígio relacionado com uma dívida reclamada pelo BCI.

Segundo informações apuradas, os proprietários da empresa manifestam preocupação com a situação, alegando que estão impedidos de aceder às instalações enquanto diversos bens continuam a ser retirados do recinto por indivíduos desconhecidos.

De acordo com fontes ligadas ao processo, os furtos têm causado prejuízos avaliados em milhões de kwanzas. A direcção da empresa afirma já ter apresentado várias participações às autoridades competentes, sem que, até ao momento, a situação tenha sido travada.

Moradores do bairro Alvalade relataram ao Sem Censura que vários equipamentos e produtos já foram retirados do estabelecimento. Entre os bens alegadamente roubados constam máquinas de gelo, equipamentos de salão de beleza, cadeiras, electrodomésticos e outros artigos comerciais.

“É triste ver uma loja de referência nacional a ser destruída desta forma”, lamentou um morador da zona, que preferiu não ser identificado.

No último fim-de-semana, um contentor contendo diversas mercadorias, pertencente a um diplomata e estacionado no recinto do supermercado, terá igualmente sido vandalizado, segundo relatos locais.

Os proprietários do estabelecimento acusam ainda o fiel depositário do processo, identificado como o Grupo Carrinho, ligado ao BCI, de não adoptar medidas eficazes para impedir os assaltos.

“A empresa já apresentou várias queixas ao tribunal e à Polícia Nacional. Apenas nesta terça-feira uma equipa policial deslocou-se ao local, mas sem garantir qualquer solução concreta”, refere uma fonte ligada à administração da Big One.

Em Abril de 2025, a empresa anunciou a suspensão do vínculo laboral de cerca de 380 trabalhadores, na sequência do encerramento do supermercado por decisão judicial.

Numa carta dirigida à Inspecção Geral do Trabalho (IGT) e a outras instituições do Estado, a direcção da Big One explicou que a medida resultou do processo n.º 1446/2022-F, em tramitação no Tribunal da Comarca de Luanda, no qual o imóvel foi penhorado devido a uma dívida contraída junto do BCI.

No documento, a empresa sustenta que manifestou disponibilidade para liquidar a dívida, mas afirma que o banco não aceitou os moldes de pagamento apresentados, mantendo igualmente bloqueadas as contas da instituição durante cerca de um ano.

“A empresa não sabe por quanto tempo esta batalha judicial irá prolongar-se, sobretudo porque o tribunal não responde ao recurso interposto”, lê-se na carta, acrescentando que, devido ao encerramento do estabelecimento, “não existem condições para o exercício normal da actividade laboral”.

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