A Administradora Municipal, Elizabeth Mualunga, e o Juiz Edgar Santos estão no centro de alegações que envolvem um suposto triângulo amoroso e a instrumentalização do sistema judicial para intimidar Alberto Raimundo Ventura, noivo da administradora.
De acordo com relatos de testemunhas e fontes próximas à administração, o conflito teve origem quando Alberto Ventura terá surpreendido a administradora sua noiva e o magistrado Judicial Edgar Santos em atos de intimidade no interior do Palácio Municipal do Chinguar.
Informações sugerem que o edifício público estaria a ser utilizado irregularmente para encontros privados. Funcionários locais relatam movimentações invulgares durante o período noturno, indicando que o relacionamento entre os dois já seria de conhecimento informal nos corredores da administração, apesar do compromisso público de Mualunga com Ventura.
A crise tornou-se visível durante a abertura da “Semana da Legalidade”. No evento, o Juiz Edgar Santos terá assumido o papel de anfitrião do jantar ao lado de Elizabeth Mualunga, ignorando a presença de Alberto Ventura. O gesto foi interpretado pelos presentes como uma provocação, gerando desconforto e alimentando as especulações sobre a conduta ética dos envolvidos.
Após o incidente no palácio, a situação evoluiu para a esfera jurídica. Alega-se que, sob orientação de Elizabeth Mualunga, o Juiz Edgar Santos teria influenciado a abertura de um processo junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Ventura.

Como resultado da audição, a Magistrada do Ministério Público, Dra. Maria Joana Machado Bento, determinou medidas de coação contra Alberto Raimundo Ventura (conhecido como “Mauro”, de 39 anos):
• Termo de Identidade e Residência (TIR): O cidadão foi constituído arguido.
• Apresentação Periódica: Obrigação de apresentar-se às autoridades a cada 15 dias junto ao DIIP/BIÉ.
• Restrições Legais: Cumprimento rigoroso das limitações previstas nos artigos 269.º e 270.º do Código de Processo Penal.
Fontes ligadas ao arguido afirmam categoricamente que o processo não passa de uma manobra de intimidação orquestrada pela administradora Elizabeth Mualunga. O objetivo seria silenciar Ventura e utilizar o poder do Estado para resolver um conflito de natureza estritamente privada.
“Estamos diante de um possível caso de abuso de autoridade, onde a linha entre o público e o privado foi apagada em favor de interesses pessoais,” afirma uma fonte sob anonimato.
Até ao fecho desta edição, nem a Administração Municipal do Chinguar, nem o Juiz Edgar Santos emitiram declarações oficiais. O caso levanta questões críticas sobre a separação de poderes e a integridade das instituições públicas na região.