Presidente da CCE defende independência jornalística e reforça papel da ética na profissão

A presidente da Comissão da Carteira e Ética (CCE), Luísa Rogério, afirmou, em entrevista ao Canal Girassol, que os jornalistas não devem subordinação a governantes, defendendo a independência como princípio fundamental do exercício da profissão.

Durante a entrevista, Luísa Rogério foi peremptória ao sublinhar o papel do jornalista na sociedade, afirmando que “o jornalista faz perguntas de interesse público e, ponto final”, reforçando que a actividade jornalística deve ser exercida com total autonomia face a qualquer autoridade.

A responsável destacou que a independência não deve ser encarada como um conceito abstracto, mas sim como uma prática diária no exercício da profissão. Nesse sentido, advertiu que os jornalistas não devem “chamar chefe a ninguém”, esclarecendo que a sua lealdade deve estar centrada na informação rigorosa e no interesse público.

No domínio da qualificação profissional, a presidente da CCE defendeu a necessidade de formação contínua, tanto no contexto prático (on the job) como através de políticas públicas. Segundo afirmou, a actualização constante é indispensável face às transformações tecnológicas, aos desafios éticos e às crescentes exigências sociais.

Num outro momento, Luísa Rogério alertou para a relevância do jornalismo no funcionamento da sociedade, ao questionar: “Já imaginaram se todos os jornalistas paralisarem? Não haverá notícia de nada, até das piores notícias”. Para a responsável, esta reflexão evidencia o papel insubstituível da imprensa na fiscalização social e na difusão de informação.

Relativamente à carteira profissional, considerou tratar-se de um elemento essencial de legitimidade no exercício da actividade. Comparando-a à carta de condução, referiu que o documento representa não apenas identificação, mas também responsabilidade, ética e compromisso com a verdade.

A entrevista constitui, assim, um apelo à consciência dos profissionais da comunicação social em Angola, num contexto em que, segundo a responsável, a ética, a independência e a formação contínua se afirmam como pilares indispensáveis para garantir um jornalismo ao serviço do interesse público.

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