O Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Lusolo de Carvalho, está a ser acusado de alegadamente falsificar documentos e de desafiar o cumprimento de uma ordem do tribunal, no âmbito de um processo laboral movido por um trabalhador da instituição.
A denúncia foi feita pelo funcionário do banco, Vadnery Emanuel dos Santos Carreia, que afirma estar a ser vítima de uma “injustiça gritante” após 17 anos de serviço prestado à instituição bancária.
Em declarações à redação do Rola Notícias 24, o trabalhador acusa o gestor de ter adoptado uma conduta que considera criminosa, ao alegadamente falsificar documentos e prestar informações falsas ao tribunal com o objectivo de induzir a justiça em erro.
Segundo o denunciante, “o PCE declarou falsamente ao Tribunal da Sala do Trabalho, com a intenção de enganar os magistrados durante a apreciação da providência cautelar apresentada pelo meu mandatário”.
O processo foi submetido pelo advogado Hélder Chihuto, que representa o trabalhador na acção judicial em curso.
De acordo com Vadnery Carreia, existem documentos apresentados à redacção que, no seu entender, demonstram que o responsável máximo do banco terá omitido deliberadamente informações relevantes durante o processo.
“O PCE omitiu dolosamente em tribunal a data real da instrução do processo disciplinar, com o objectivo de evitar a caducidade dos prazos legais do procedimento disciplinar”, afirmou.
O trabalhador sustenta ainda que a alegada omissão teve como finalidade manter válido um processo disciplinar que, segundo defende, já se encontrava fora do prazo legal.
Até ao momento, a administração do Banco de Poupança e Crédito não se pronunciou publicamente sobre as acusações. Entretanto, o caso continua a ser apreciado pelas instâncias judiciais competentes.