A Administração Municipal do Sequele negou, nesta segunda-feira, 9, as informações que circulam nas redes sociais dando conta da suposta venda de um espaço de lazer destinado aos moradores do Bloco 8 da Centralidade, bem como a alegada cedência do local para fins comerciais.
Em nota de esclarecimento tornada pública pelo Gabinete de Comunicação Social, a administração municipal afirma que o espaço em causa “integra a malha urbana da Centralidade e está classificado para serviços e áreas não especificadas, associadas ao parque de estacionamento”, não sendo, portanto, um espaço oficialmente destinado ao lazer comunitário.
Segundo a instituição, o terreno foi cedido para a construção de um supermercado, projecto que, de acordo com a Administração Municipal do Sequele, prevê a criação de mais de 200 postos de trabalho directos. “O mesmo projecto contempla ainda a construção de um parque de estacionamento destinado aos moradores”, refere o documento.
A administração esclarece igualmente que a implantação do empreendimento comercial não compromete os serviços básicos. “A construção do supermercado não altera o sistema eléctrico, nem compromete o normal abastecimento de água à população”, assegura a nota.
Relativamente aos espaços de lazer, a Administração Municipal do Sequele sublinha que a própria malha urbana da Centralidade já define áreas específicas para esse fim, as quais “constam do programa municipal de requalificação e dinamização dos espaços vocacionados para actividades sociodesportivas”.
No documento, a instituição manifesta indignação quanto à forma como a informação foi divulgada pela página do Facebook Gingona-Comunica, considerando o tratamento do assunto “leviano e irresponsável”. Para a administração, a publicação configura “um claro desrespeito pelos princípios basilares do exercício do jornalismo, nomeadamente a busca do contraditório, a verificação rigorosa dos factos e o compromisso com a verdade”.
A administração municipal sustenta ainda que a divulgação da informação “lesa o bom nome da instituição e dos seus responsáveis, prejudicando a credibilidade institucional e o interesse público”.
Apesar das críticas, a Administração Municipal do Sequele afirma estar disponível para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais e apela aos cidadãos que possuam provas sobre a alegada venda de terrenos a apresentarem denúncia junto dos órgãos competentes. “Estamos abertos para qualquer esclarecimento e pedimos que quem tiver provas faça a denúncia às entidades competentes”, lê-se na nota.
Por fim, a instituição exorta os responsáveis da página Gingona-Comunica a procederem a uma retratação pública, “em respeito pela verdade dos factos, pela instituição e pelo bem comum”.