Crianças adventistas celebram o nascimento de Jesus com reflexão sobre a compaixão de Cristo

Crianças de diversas igrejas Adventistas do Sétimo Dia, em Angola e em várias partes do mundo, celebraram de forma especial o nascimento do menino Jesus, promovendo momentos de reflexão sobre a compaixão de Cristo, que morreu na cruz pelos pecados da humanidade.

Para muitos cristãos, os Adventistas não são, nem devem ser, contrários à celebração do Natal. “Por que deveríamos ser contra uma data em que os cristãos se recordam do nascimento do nosso Salvador?”, questionam fiéis da denominação.

No sermão deste sábado, dia 20, o pastor explicou que, embora a festividade não seja ordenada pelas Escrituras, não deve ser considerada obrigatória para os crentes. “Reconhecemos apenas um dia santo, o sábado, que guardamos em obediência ao nosso Criador e Redentor”, afirmou.

É amplamente conhecido que o termo “Natal” deriva da palavra latina natalis, que significa “dia do nascimento”. A designação surgiu na Idade Média, a partir da prática de realizar uma missa na véspera de 25 de Dezembro para celebrar o nascimento de Cristo. Em outras línguas, a data é conhecida como “Natividade” (do latim natalis) ou “Noite Santa” (em alemão, Weihnachten).

A origem histórica desta festividade cristã permanece, entretanto, pouco clara. Historiadores indicam que a celebração da Natividade começou a ser observada pelos cristãos no século IV. Alguns acreditam que a data foi calculada com base na morte de Cristo, ocorrida em 25 de Março, o que levaria ao seu nascimento nove meses antes, em 25 de Dezembro.

Outros estudiosos associam o Natal ao culto romano do Sol Invencível (Sol Invictus), que celebrava o renascimento do sol também em 25 de Dezembro. Esta ligação poderia explicar o uso das luzes durante as celebrações natalinas, embora a simbologia da luz esteja igualmente associada a Cristo nas Escrituras, como em Lucas 1:78-79. Apesar dessas hipóteses, especialistas reconhecem que há poucas evidências históricas conclusivas.

Apesar disso, líderes religiosos defendem que não há nada de errado em escolher uma data específica para meditar e refletir sobre a encarnação do Salvador. O período natalino, segundo afirmam, é uma oportunidade para contemplar o mistério da Encarnação, que revela o Filho de Deus tornando-se carne para libertar a humanidade do poder do pecado e da morte, conforme João 1:14.

O Natal também é visto como um dom de Deus à humanidade, ao oferecer o Seu Filho como o maior presente possível. “Ele é o pão que desceu do céu, dado gratuitamente pelo Pai celestial”, recorda a Escritura em João 6:48-51.

Além disso, a data é considerada um tempo de proclamação da mensagem cristã. Na noite do nascimento de Jesus, os anjos anunciaram aos pastores as boas-novas: “Não tenham medo. Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador” (Lucas 2:10-11). Para os fiéis, o Natal representa, assim, uma oportunidade de reafirmar ao mundo a mensagem de paz, esperança e a promessa de que o Cristo que nasceu em Belém voltará em breve.

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