O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, utilizou as redes sociais para condenar a repressão violenta durante as recentes manifestações no país e reforçar que o direito à manifestação é um princípio constitucional que deve ser respeitado e protegido.

Segundo o líder da oposição, o direito de protestar exige responsabilidade de todas as partes: “Os cidadãos devem manifestar-se dentro dos limites da lei, e as forças de segurança devem agir como garantes imparciais da ordem pública, sem defesa de interesses partidários”, escreveu.
Adalberto lamentou as mortes registadas durante os protestos, afirmando que “a vida humana é inviolável” e que “a polícia não pode, em nenhuma circunstância, usar balas reais contra manifestantes, sobretudo quando existem meios não letais de controlo de multidões”.
Para o dirigente da UNITA, a resposta violenta compromete a essência democrática do Estado e cria “dois pesos e duas medidas”, uma vez que manifestações pró-governamentais são autorizadas e até financiadas, enquanto os protestos críticos são reprimidos.
O político também criticou a crise social e económica que o país enfrenta e apontou a ausência de diálogo como a causa mais profunda do descontentamento popular:
“Um governo que ignora os apelos do seu povo e responde com arrogância e repressão perde a sua autoridade moral”, escreveu.
Adalberto apelou à responsabilidade de todos os envolvidos, mas enfatizou que o Executivo deve assumir o papel principal na resolução da crise: “A paz e a democracia não se constroem com silêncio forçado, muito menos com repressão, mas sim com justiça, diálogo e respeito mútuo”.